Globo fecha acordo e migrará Globoplay e outros produtos e serviços para a nuvem do Google

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Demorou, mas aconteceu. A Globo finalmente se rende a nuvem e contará agora com maior flexibilidade de infraestrutura de TI e melhor acessibilidade de dados para oferecer melhores experiências para seus telespectadores / consumidores e maior retorno para seus anunciantes.

A aliança é mais um movimento estratégico da Globo para se tornar uma “mediatech” aliando dados e tecnologia para, dentre outros objetivos, melhorar a personalização de conteúdo, em uma clara ofensiva ao crescimento vertiginoso que a Netflix vem alcançando no Brasil.

Em novembro de 2020 a empresa já havia dado um importante passo neste sentido ao anunciar a parceria com a Disney+, disponibilizando os dois serviços de streaming, em uma oferta única, por R$37,90 por mês.

Nos últimos anos, mergulhamos profundamente em nossos processos, para que a empresa estivesse de fato preparada para os muitos desafios do futuro. Esta parceria estratégica para a Globo sintetiza alguns dos principais pilares da nossa transformação, como foco no público, gerenciamento de dados, parceria para inovação e novos modelos de negócios”, diz Jorge Nóbrega, presidente-executivo da Globo.

Como se deu o acordo e quais os objetivos da Globo com a adoção da cloud

As conversas entre Globo e Google tiveram início em fevereiro de 2020. Com o acordo, anunciado hoje, dados, produtos e serviços digitais da empresa de mídia carioca deixam o centro de dados próprio (on premise), localizado na Zona Oeste do Rio, para serem migrados para o Google Cloud. Entre os produtos e serviços digitais que serão migrados estão, claro, o Globoplay e também os portais G1, GE e Gshow. A previsão é que a migração seja feita em 24 meses.

De acordo com Raymundo Barros, diretor de estratégia e tecnologia da Globo, a adoção de nuvem dará total flexibilidade à infraestrutura de TI, fundamental na missão de falar diretamente com o público. O Big Brother Brasil ilustra bem essa necessidade, afirma o executivo.

Em sua 21ª edição, o “reality show”, que recentemente passou a ser disponibilizado 24h por dia no Globoplay, vem registrando aumento de 300% no número de “plays”.

O número de votos, realizados através do Portal GShow, bateu recorde este ano com 3 milhões de votos por minuto no oitavo paredão da atual edição protagonizado por Carla, Fiuk e Rodolfo. Outro número que chama a atenção é o de horas consumidas por usuários simultâneos no Globoplay, que atingiu a marca de 10 milhões por dia.

Além de ser difícil prever com muita antecedência movimentos dessa proporção, a questão é o que fazer com a infraestrutura comprada depois que esses picos passam. Com a nuvem, é possível sincronizar a oferta de capacidade computacional com a demanda (de infraestrutura de TI pelo público), pagando apenas pelo que usamos”, afirma Barros.

Para o Google, o acordo com a Globo é o maior na área de nuvem já fechado pela empresa na América Latina, diz o argentino Eduardo Lopez, presidente do Google Cloud LatAm.

O Google também considera a parceria estratégica porque permitirá aplicar sua tecnologia a atividades mais complexas na área de mídia e entretenimento, permitindo a empresa ganhar experiência na criação de produtos sob medida nesse mercado. “Os objetivos da Globo incluem muita transformação e isso torna o acordo importante”, afirma Lopez.

De acordo com Raymundo Barros, executivo da Globo, o uso de tecnologias como Inteligência Artificial, análise de dados e Machine Learning (Aprendizagem de Máquina) vai acelerar a tomada de decisões, ponto cada vez mais relevante. A decisão de lançamento de um novo canal que antes levava meses, poderá, a partir da implantação das novas tecnologias, ser feito em dias.

Para Barros, as novas soluções de Arquitetura de Soluções, Engenharia e Ciência de Dados poderão tanto ser aplicadas às tarefas de conhecer melhor o telespectador / consumidor, quanto a de oferecer serviços personalizados, como a de propor modelos de publicidade que aproveitem esse conhecimento.

Parcerias com fabricantes de Smart TV para trocas de “canais” sem atrito

Outro movimento importante que a Globo vem fazendo no sentido de melhorar a experiência de seus telespectadores / consumidores é a integração do aplicativo Globoplay às Smart TVs.

A emissora carioca, que já havia anunciado acordos para fazer essa integração em aparelhos que usam o sistema operacional Tizen, da Samsung; WebOS, da LG; e Roku, pretende, agora, com o acordo com o Google, chegar também às Smart TVs Android. A meta é chegar a 80% do mercado de televisores smart.

Com a integração, o aplicativo torna-se “nativo”, ou seja, vem pré-instalado de fábrica, o que ajuda a melhorar a experiência do telespectador / consumidor. Além disso, diz Barros, ganha caráter “híbrido” porque permite ao espectador trafegar mais facilmente entre os canais abertos e/ou fechados da TV, e conteúdo streaming da internet. Na prática, estabelece uma ligação fluida entre dois modos de assistir conteúdo: TV tradicional — sob o modelo de grade, com dias e horários pré-definidos de cada programa — com o consumo sob demanda, em que o telespectador / consumidor assiste o que quer, na hora que preferir.

Fonte: Valor Econômico

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