O intrigante case de sucesso da varejista que faturou R$ 5,4 bi em 2020 vendendo apenas através de lojas físicas e os desafios da digitalização do varejo brasileiro

digitalização do varejo brasileiro

Fundada em 1952, a rede varejista sediada em Salto, no interior de São Paulo, possui mais de 300 lojas espalhadas pelos Estados de SP, RJ, MG e PR.

Este é um artigo no formato Editorial.

Se tem uma rede varejista que foi em nada ou muito pouco afetada pelo lockdown do comércio, imposto pela pandemia em 2020, esta rede atende pelo nome de Lojas Cem.

Mesmo com receita zero por mais de 70 dias em 2020, provocada pelo fechamento de suas lojas, a rede vive a expectativa de que seu patamar de lucro, que foi de R$ 349 milhões em 2019, se mantenha em 2020. Para isso, aguarda o fechamento do balanço.

Em vias de completar 70 anos a rede, que vinha desafiando a cartilha dos especialistas, ao optar por não seguir o caminho de concorrentes como Magazine Luiza e Via Varejo, avalia a entrada no e-commerce, porém sem mencionar data estipulada para que isso ocorra.

Mas, tomando por base alguns movimentos já iniciados pela companhia e, claro, na tendência natural de mudança, acelerada pela pandemia, aposto as minhas fichas que será muito em breve.

Dentre os movimentos já iniciados estão a implantação de soluções do ecossistema SAP, como S/4 Hana, SAP Qualtrics e SAP Marketing Cloud, algumas delas, inclusive, já foram 100% implantadas, outras estão no roadmap.

Além de não vender via e-commerce, outro fato que chama a atenção neste case é que 70% das vendas da rede são feitas no crediário, cujo carnê só pode ser pago nas lojas físicas. Fato este que chama a atenção e nos impõe reflexões sobre a digitalização do varejo brasileiro.

Case Lojas Cem vs. desafios da digitalização do varejo brasileiro

O Brasil tem hoje mais de 134 milhões de pessoas com acesso a internet (fonte: TIC Domicílios) e somos o segundo colocado em uso de redes sociais (fonte: GlobalWebIndex), mas somente 9,3% das vendas do varejo são online (fonte: Neotrust / Compre & Confie). Com relação a este último dado, como efeito comparativo, na China a participação do e-commerce no varejo chegou a 30%.

Números como estes indicam que nosso país ainda tem muito a se desenvolver nesta área e, para estimular o consumo e, consequentemente, a geração de empregos, precisará contar com o apoio de bancos e fintechs.

A digitalização do varejo brasileiro é um movimento que precisa ser acompanhado pela bancarização e maior adoção aos meios de pagamento digital pela fatia mais pobre da população.

Fintechs, que prestam serviços de banco digital, têm surgido aos montes no país e o grande desafio delas, na minha visão, será chegar até a população desbancarizada, oferecendo não só conta digital sem tarifas, como educação financeira básica e produtos inovadores que dêem a esta população maior poder de consumo, para impulsionar a Transformação Digital do varejo.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe sua opinião aqui!

Com informações de Veja e Baguete. Créditos da imagem: Rádio FM 104.

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Author:
Fundador e CEO da ROX Group e obstinado por criar produtos e soluções que melhorem a vida das pessoas. É especialista em Transformação Digital Centrada no Cliente, Gestão Ágil de Projetos, Estratégias de Marketing Digital e Gestão da Expansão de Redes de Varejo, através de Franquias.

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