Como dados centralizados podem ajudar varejistas de moda a se adaptarem mais rapidamente às mudanças no comportamento do consumidor

dados centralizados no varejo de moda

A maneira como os consumidores se comportam mudou de forma quase irreconhecível nos últimos anos. Desde a pandemia, houve mais indicações de que a mudança poderia ser permanente.

Vimos empresas da moda que já operavam com base na tecnologia se adaptando e prosperando no ano passado, enquanto outras ainda tentam recuperar o tempo perdido.

Mudanças rápidas na indústria da moda

Integrar a tecnologia à maneira como você faz negócios é, há muito tempo, uma obrigação na indústria da moda. Se as empresas desejam eficiência, os clientes desejam conveniência.

Agora, mais do que nunca, é fundamental colocar a tecnologia e os dados acionáveis ​​no centro de sua operação, impulsionando a agilidade, o crescimento e a inovação de uma forma que reflita genuinamente às necessidades de seus clientes.

Isso fornecerá um roteiro para as mudanças e desafios futuros previsíveis, muito depois da pandemia.

Muitos de nós descobrimos que as novas formas de trabalhar, que adotamos rapidamente em resposta à COVID-19, são muito mais eficientes do que o que estávamos fazendo antes.

Isso por si só é um motivo para acelerar a adoção das tecnologias mais recentes, mas há muitos outros motivos também. 

Os consumidores mantêm a indústria da moda e suas marcas escolhidas em padrões diferentes dos de alguns anos atrás. A sustentabilidade está, agora, se aproximando do topo da agenda de empresas e consumidores:

  • Quase metade (48%) dos jovens (18-23) entrevistados pela McKinsey afirmaram que pretendem comprar mais itens de moda de segunda mão após a pandemia. 
  • As pessoas nunca se importaram tanto com a origem das suas roupas, e, as atitudes das empresas, em relação aos padrões de fornecimento, estão mudando em resposta a isso. 56% das empresas citam a transparência na sustentabilidade como a área mais crítica para ajustes.
  • 55% das empresas de moda pretendem tornar, pelo menos, metade de seus produtos feitos de materiais sustentáveis ​​até 2025.

De acordo com a Business of Fashion, as compras online em toda a indústria global da moda tiveram, em apenas oito meses de 2020, crescimento equivalente a seis anos.

Este ritmo de crescimento não mostra sinais de desaceleração e, para estar sempre à frente, empresas varejistas de moda precisam fazer muito mais do que replicar suas lojas físicas no online.

Usar os dados e a percepção do cliente para informar cada aspecto de seu processo para criar uma experiência online personalizada e flexível deve ser sua prioridade nos próximos anos.

Confira a seguir dicas de como preparar seus negócios para o futuro, de acordo com as necessidades do consumidor:

Demonstrar padrões de fornecimento para ganhar a confiança do consumidor

Pesquisas realizadas em nome da Royal Society for the encouragement of Arts, Manufactures and Commerce (RSA) mostram que os clientes vêem cada vez mais os padrões de fornecimento e transparência como motivadores críticos em suas decisões de compra.

Um aumento de 500% nos produtos de moda sustentável, nos últimos dois anos, indica a rapidez com que esta mudança está ocorrendo.

Espera-se mais do que nunca de sua empresa. Portanto, ser capaz de comprovar que o seu produto e/ou que a matéria-prima utilizada na produção está de acordo com os padrões de sustentabilidade, representa uma grande parte da confiança do consumidor.

O fabricante de moda de marca privada global, DZ Group, identificou a capacidade de centralizar informações como uma forma crítica de permitir o crescimento.

Isso permitiria que a empresa entendesse e utilizasse todos os seus recursos nos escritórios, em diferentes fusos horários.

Ao coletar dados centralizados e visíveis internamente ao longo da jornada do produto, eles melhoraram a comunicação, reduziram o tempo de resposta aos clientes, agilizaram o tempo de chegada ao mercado e deram visibilidade completa à cadeia de suprimentos.

Rastrear os materiais de origem, desde a árvore até a produção, com eficiência, pode ajudá-lo a localizar essas evidências.

As cadeias de suprimentos costumam ser complexas com muitas peças móveis, e melhorar a sustentabilidade significa identificar ineficiências ao longo da linha.

Se você puder comparar dados de diferentes cadeias de suprimento e técnicas de fornecimento, isto pode ajudá-lo a construir uma abordagem genuinamente sustentável, o que também reforçará a reputação de sua empresa.

Pressões de entrega: como os dados ajudam a identificar falhas no atendimento ao cliente

As vendas online cresceram 36% durante 2020 (o maior crescimento em um único ano, desde 2007), fato que fez com que a pressão sobre a logística de entrega aumentasse.

Há oportunidades para otimizar e agilizar o processo a cada passo, da fábrica até a casa do cliente, e com a concorrência por prazos de entrega otimizados cada vez mais acirrada, agora é a hora da inovação impulsionada por dados e insights.

Uma entrega ineficiente pode fazer com que sua empresa perca o cliente para sempre.

Com os reviews online se tornando uma medida importante de confiança, a pesquisa mostra que mais da metade (55%) das reclamações dos clientes foram atribuídas a problemas na entrega.

Além disso, 40% das avaliações de uma estrela mencionaram a entrega. Os clientes nessas circunstâncias, em geral, migrarão para concorrentes com melhores sistemas de entrega.

O cenário comercial, em rápida mudança, permite que as empresas que já tenham reconhecimento de marca estabelecido controlem 100% dos processos de venda, incluindo a entrega.

Um exemplo global disso é a Nike, que vem reduzindo gradativamente a venda para redes de varejo para focar na venda direta ao consumidor. Sua principal concorrente, a Adidas, também tem dado sinais de que está se movendo em direção a um modelo autossustentável semelhante.

A AMARO, DNVB (Digitally Native Vertical Brand) brasileira, foi pioneira em um modelo de negócios de e-commerce direto ao consumidor que minimiza o desperdício.

Isso é feito por meio da coautoria de linhas de produtos com os clientes, reagindo aos dados sobre os desejos dos consumidores, em vez de empurrar tendências sobre eles e integrar esses dados em toda a cadeia de suprimentos.

Os dados controlados inteiramente pela marca permitiram que ela se beneficiasse desse processo de coautoria, ficando perto de uma nova geração de compras digitalmente nativa e, ao mesmo tempo, reduzindo o desperdício e o custo de produtos não vendidos no armazenamento.

Os modelos de marca fornecem flexibilidade ao produto e fornecem controle completo sobre as plataformas de e-commerce, o que significa que o uso eficaz dos dados coletados ao longo do ciclo do produto é crucial para otimizar os produtos de acordo com as necessidades dos consumidores.

Dados dão aos tomadores de decisão o poder de mudar

Com a necessidade de adaptação mais urgente do que nunca, quão preparado você se sente para o futuro? Muitas empresas não conseguiram se adaptar aos modelos de comércio eletrônico e aprenderam tarde demais, especialmente no ano passado, que este era um momento decisivo.

Os dados de negócio, de ponta a ponta, usados ​​da maneira certa permitem que você tome decisões informadas, elimine as suposições e ofereça uma visão imbatível sobre como você deve atender às demandas variáveis ​​de seus clientes.

Autor: Muchaneta Kapfunde
Fonte: Fash Nerd
Tradução e adaptação por ROX CX

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